Domingo, 8 de Julho de 2007

A Fé Move Montanhas

Falei há dias com uma amiga que não via há algum tempo. Depois de muito conversarmos falámos da Fé. Não quero, de maneira nenhuma, falar-lhes do que motivou o tema mas sim do que, entre outras coisas, ela me disse:

 

”...sabes fiz o caminho sem saber bem porquê, talvez por um pouco de curiosidade mas, sem Fé. Ao meu lado caminhava um jovem que, no meio de uma troca de impressões, me disse: ”faço este caminho todos os anos para agradecer a Fé que tenho dentro de mim. Fiquei muito emocionada. Como é que um jovem, advogado de profissão há muito pouco tempo, tinha tanta Fé e eu uma mulher madura, com tantos percalços e desgostos não a tinha? Nunca me esquecerei o que dentro de mim senti naquele momento, foi qualquer coisa de muito profundo... Hoje sei o que é ter Fé e isso sustenta-me...”


       
A Fé aplica-se a tudo permitindo fazer coisas aparentemente impossíveis. Impulsiona e, como uma força geradora, leva-nos à realização de muita coisa que, à primeira vista, nos parece impossível. A Fé é uma grande força que nos pode ajudar ou nos destruir. A Fé positiva e inteligente é benéfica. Há casos de doenças incuráveis que, em pessoas optimistas, são vencidas contra todas as expectativas. Por outro lado, a fé negativa leva-nos a resultados desagradáveis ou infelizes.

A Fé positiva é firme, ampara -nos, ajudando a descobrir o mistério da vida e a redescobrir-nos.

Tudo que se conhece como factos notáveis em ciência, negócios, arquitectura, educação ou religião dependem muito da Fé, das convicções e da coragem.
       Os sentimentos como a amargura, revolta, saudade são legítimos porque fomos defraudados do melhor que a vida nos ofereceu: os nossos filhos.

O melhor meio de vencer esses sentimentos - pelo menos quanto a mim - é aumentar gradualmente as nossas preocupações, torná-las cada vez mais impessoais, até ao momento em que, a pouco e pouco, a nossa vida mergulhe mais na vida universal, neste mundo sofredor.

O melhor símbolo da Fé é não desistir de ajudar a combater o que está mal, o que parece não ter fim como a fome, a guerra, o egoísmo.

        Vamos procurar a Fé! Vamos empenharmo-nos num mundo melhor. Sejamos jovens e combativos como os nossos filhos eram.

Podemos comparar a nossa existência a um rio: pequeno ao princípio, estreitamente enclausurado entre duas margens. A pouco e pouco, o rio alarga-se, as suas margens afastam-se, a água corre mais calmamente e, por fim, sem nenhuma mudança brusca, desagua no oceano e perde sem sofrimento a sua existência individual.

Temos amado de maneira suficiente a vida em toda a sua plenitude?

       Não podemos esperar retorno físico dos nossos filhos mas podemos encarar a vida trabalhando, tendo objectivos até que a morte nos venha também buscar. O resultado do nosso esforço valerá a pena com certeza.

É preciso procurarmos a Fé, não desistir. Confesso sinceramente que fico extasiada perante todos aqueles que me fazem acreditar que a têm. Continuo cheia de Fé procurando-a para que ela me ajude a sorrir à vida. Encontro-a muitas vezes mas nem sempre perdura... e isso entristece-me. Perdoem esta confusão de sentimentos que estará, neste momento, em muitos corações.

Muitas das nossas emoções, quando traduzidas numa linguagem simples, parecem completamente sem sentido. Essa é a razão pela qual as nossas emoções nunca chegam a ser compartilhadas. Estou aqui querendo comunicar com todo o meu carinho as minhas experiências, as minhas ideias, as minhas dúvidas com todos vós, para podermos encontrar o nosso melhor caminho.

 

Aida Nuno

 

sinto-me:
publicado por criar e ousar às 17:37
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3 comentários:
De Genny a 17 de Julho de 2007 às 17:06
Olá amiga Aida
Conheço uma senhora que tem um coração enorme e sinto que a Fé que ela tem no seu Deus a ajuda imenso a viver e a ajudar os outros. Deveríamos explorar essa Fé que sentimos para combater o mal e aplicá-la no bem de todos. Certamente viveríamos todos melhor.
Deduzo que o caminho percorrido seja até Fátima. Também já o fiz e senti-me bem.
Um grande abraço.
De criar e ousar a 23 de Julho de 2007 às 00:53
Olá amiga,

Tenho estado ausente por motivos de força maior. Sim, foi Fátima. A Fé quando é real é um grande dom de Deus.
Um abraço de carinho e amizade,

Aida
De Estupefacta a 26 de Julho de 2007 às 00:45
Olá Aida
há muito que não deixava um beijinho. Resolvi fazê-lo hoje.
Por isso, amiga, um GRANDE BEIJINHO

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